Ao recomeçar a vida nos Estados Unidos depois dos 70 anos, Sérgio Grinberg descobriu na Inteligência Artificial uma companheira para resolver desafios cotidianos, continuar aprendendo e viver essa nova etapa com mais autonomia e confiança.
Ao recomeçar a vida nos Estados Unidos depois dos 70 anos, Sérgio Grinberg descobriu na Inteligência Artificial uma companheira para resolver desafios cotidianos, continuar aprendendo e viver essa nova etapa com mais autonomia e confiança.
Entre as curvas da Estrada Real e as luzes da Casa de Babete, Samira Maria Araújo transforma viagem, memória, sabores e paisagem em uma delicada reflexão sobre afeto, resistência e liberdade.
Logo pela manhã, durante meu exercício diário de escrita, perguntei-me: onde nasce um desejo? Continuei escrevendo, e a resposta me levou ao nascimento, ao primeiro sopro de vida, ao cordão umbilical e à formação da nossa experiência mental.
Naquela mesma noite, durante um jantar numa pizzaria, recebi uma notícia que transformou completamente o sentido do manuscrito escrito pela manhã.
Às vezes, a própria vida escreve o último parágrafo. Convido você a ler “Umbilical”, uma reflexão sobre a origem da consciência, dos desejos e da esperança que acompanha a chegada de uma nova vida.
Reinaldo percorre seus 80 anos não como um ponto de chegada, mas como uma trajetória em permanente movimento. Entre jornalismo, comunicação, instituições e cultura, construiu uma vida ativa, marcada por trabalho, curiosidade e vínculos. Reconhece as perdas inevitáveis do tempo, mas afirma uma existência orientada por propósito, leveza e continuidade — onde envelhecer não significa parar, mas seguir, com mais consciência, no fluxo da vida.
A história de Inalma revela a força simbólica do nome na construção da identidade. Entre raízes familiares, afeto e linguagem, o ato de nomear transforma-se em um gesto de criação. No encontro com a alfabetização, o nome deixa de ser apenas som e torna-se consciência. Um texto sensível que nos lembra: aprender a ler é, antes de tudo, aprender a ler a si mesmo.
Em meio ao desgaste de uma experiência judicial em que enfrentou fraude e mentira, Veríssimo volta para casa e se recolhe ao silêncio e à escrita como terapia. É ali, entre a respiração e a memória, que um episódio esquecido há muito tempo retorna inesperadamente. Um encontro, uma escolha, um gesto de respeito que marcam seus princípios morais. Às vezes, o passado não volta por nostalgia, mas para confirmar quem ainda somos.
Em “Os Coquinhos de Vinícius”, Samira Maria Araújo recorda a infância simples e livre do filho, vivida na antiga Pracinha São José, em Bom Despacho — um tempo em que brincar era espontâneo, coletivo e sem grades.
Esta crônica revela, por trás de um gesto simples, a delicada arquitetura emocional que sustenta o amor. Uma visita inesperada da filha Luíza causa uma mudança simples. João, homem de hábitos firmes e vida interior cuidadosamente construída, guarda no escritório seu último reduto íntimo: ali estão sua disciplina, seus rituais, sua história silenciosa. Ceder esse espaço, mesmo por um dia, não é trivial — é permitir que outro entre no lugar mais sensível de sua vida.
Há momentos em que a vida nos coloca diante do mesmo gesto em tempos diferentes: correr, escapar, atravessar a porta antes que alguém nos chame de volta. Na juventude, isso parece travessura; na maturidade, revelação. Duas fugas se entrelaçam como espelhos e mostram que, ao fim do caminho, não fugimos do mundo — fugimos para reencontrar quem ainda somos.
Fazia já alguns dias que haviam combinado...